Remedio Para Disfunção Eretil: As Melhores Dicas Para Voce

Remedio Para Disfunção Eretil: As Melhores Dicas Para Voce
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As disfunções sexuais masculinas podem ocorrer em qualquer fase do ciclo de resposta sexual, ou seja: desejo, excitação, orgasmo/ejaculação e resolução. As principais delas são:

  • relacionadas à fase de desejo/excitação: desejo sexual
    hipoativo, impulso sexual excessivo e disfunção erétil;
  • relacionadas à fase de ejaculação/orgasmo: ejaculação precoce, ejaculação retardada, ejaculação retrógrada, an1aejaculação e anorgasmia;
  • dispareunia, distúrbio que se caracteriza pela presença de dor à relação sexual, que pode ocorrer em todas as fases do ciclo.

Disfunção erétil é a dificuldade em obter e/ou manter uma ereção adequada para um intercurso sexual satisfatório. 

A disfunção erétil é a mais freqüente das disfunções sexuais masculinas. Estima-se 30 milhões de homens com essa disfunção nos Estados Unidos, 

 

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Cerca de 11 milhões no Brasil e 150 milhões no mundo. Estima-se ainda que, em 2025, essa população seja de 322 milhões de homens.

Estudos populacionais realizados nos Estados Unidos e no Brasil apontam, respectivamente, 52%5 e 45,1%4 de homens com disfunção erétil.

O tratamento da disfunção erétil deve se iniciar pelo reconhecimento da causa e obedecer a critérios, evitando-se procedimentos invasivos e cirurgias antes de tratar ou minimizar as questões clínicas e os fatores de risco para tal disfunção.

Os fatores de risco para a disfunção erétil, os quais conseqüentemente culminam nas suas causas, são:

  • maus hábitos de vida: sedentarismo, obesidade, taba-
    gismo, alcoolismo, uso de drogas ilícitas, estresse;
  • fatores sociopsicológicos, de personalidade, conflitos de relacionamento, dificuldades econômicas e questões culturais;
  • doenças físicas, especialmente:

 

  • neurológicas: trauma raquimedular, acidente vascular cerebral, paraplegias, polineuropatias (viral, diabética, etílica), esclerose múltipla, entre outras;
  • vasculares: aterosclerose, microangiopatias (diabética, etílica, vasculites), síndrome de Leriche;
  • medicamentosas: hipotensores, diuréticos, drogas psicotrópicas (antidepressivos, ansiolíticos, neurolépticos), digoxina, antiácidos (cimetidina, ranitidina), antimicóticos, drogas antiandrogênicas (flutamida, ciproterona, finasterida, dutasterida);
  • hormonais: hipogonadismo, diabetes, hipotireoidismo;
  • iatrogenias: urológicas (cistectomias, prostatovesiculectomias radicais, linfadenectomias, orquiectomia), vasculares (simpatectomias, correção de aneurisma de aorta abdominal), proctológicas (amputação de reto).

 

Tratamento

Para as disfunções sexuais masculinas, os tratamentos adequados variam da psicoterapia ao tratamento cirúrgico, não sendo incomum a necessidade de associação de dois ou mais procedimentos, dependendo de cada caso.7 Alguns procedimentos são fundamentais para o êxito do tratamento, que deve objetivar mais que a remissão da sintomatologia:

  • orientar, informar e educar o paciente portador da disfunção;
  • tratar ou pelo menos minimizar a causa da disfunção;
  • comprometer, sempre que possível, a parceira no processo terapêutico.

Tratamento de primeira linha

Diante do paciente com disfunção erétil, é preciso inicialmente orientar e auxiliar na correção dos fatores que contribuem para essa disfunção, ou seja: modificar o estilo de vida, indicar psicoterapia quando houver componente psíquico associado e, finalmente, tratar ou minimizar as doenças físicas, quando presentes.

A terapia oral para a dificuldade de ereção teve grande avanço com o advento dos inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (IPDE-5), quais sejam: citrato de sildenafila, tadalafila e cloridrato de vardenafila. Este arsenal terapêutico encontra-se no mercado brasileiro nas dosagens indicadas na Tabela 1.

As três drogas têm o mesmo mecanismo de ação e são igualmente eficientes, cada qual com características

 


(rapidez de ação no caso da vardenafila, rigidez de ereção com a sildenafila e tempo mais prolongado de ação com a tadalafila) que permitem ao médico e ao paciente a escolha do medicamento mais conveniente para cada caso.

O incremento no tratamento oral da disfunção erétil prossegue. A lodenafila, desenvolvida no Brasil,8 brevemente estará disponível no mercado. Outros medicamentos estão em fase avançada de estudo: avanafil nos Estados Unidos,9 udenafil na Coréia10 e, no Canadá, o PT-141 – bremelanotide (agonista de receptores de melanocortina, por via intranasal).11

Cerca de 10% a 15% de homens com disfunção erétil têm níveis séricos de testosterona abaixo da normalidade e, nestes casos, a sua reposição (Tabela 2) se faz necessária para a recuperação da ereção.

Tratamento de segunda linha

Quando o tratamento de primeira linha falha, parte-se para uma segunda etapa de procedimentos, quais sejam: vacuoterapia e ereção fármaco-induzida.

Comercializado há algum tempo no Brasil, na forma de supositório uretral contendo prostaglandina, o Muse®12 deixou de ser utilizado em nosso meio devido aos seus parcos resultados.

A vacuoterapia, muito usada em alguns países, consiste na produção de vácuo em um cilindro onde o pênis é introduzido, permitindo sua ereção.

Após a obtenção dessa ereção, é colocado um anel elástico na base do pênis, anel esse que funciona como um torniquete, impedindo o retorno venoso do pênis, mantendo-o em ereção durante a prática sexual (Figura 1). No Brasil, o aparelho de vácuo vem sendo utilizado com o objetivo de obter aumento peniano, embora não haja comprovação científica nem indicação para tal finalidade.

A ereção fármaco-induzida é feita por meio da injeção intracavernosa de drogas como: prostaglandinas, papaverina, fentolamina, clorpromazina.13 Estas drogas podem ser injetadas isoladamente ou combinadas duas a duas (“bimix”) ou

Tabela 1. Dosagens de inibidores da fosfodiesterase tipo 5 e suas equivalências no tratamento da disfunção erétil

Dosagens

25 mg50 mg100 mg

––20 mg

5 mg10 mg20 mg

 

em três (“trimix”), desde que manipuladas pelo urologista, pois não existem produtos comerciais com essas associações (Figura 2). No Brasil está disponível o alprostadil, que contém apenas prostaglandinas, nas dosagens de 5, 10 e 20 mcg. A ereção fármaco-induzida exige que o paciente auto-aplique o medicamento, o que pode gerar algumas complicações como equimoses, hematomas, dores, infecções e fibroses penianas.

João Afif-Abdo Diagnóstico e tratamento

da disfunção erétil

 

Figura 1. Vacuoterapia.

Figura 2. Ereção fármaco-induzida.


Tabela 2. Reposição hormonal em homens com hipogonadismo

 

Via Dose Duração
intramuscular 1000 mg a cada – 3 meses 90 dias
intramuscular 200-400 mg/2 – 4 semanas 12 dias
intramuscular 250 mg/2 – 4 semanas 10 dias
transdérmica 5 mg/dia 24 horas
transdérmica 5-10 g/dia 24 horas
oral 10-30 mg/dia 6-10 horas
oral 40-160 mg/dia 3-4 horas
oral 50-75 mg/dia 8 horas

 


Figura 3. Próteses penianas. A = Maleável ou semi-rígida; B = In~ável de dois volumes; C = In~ável de três volumes.


Tratamento de terceira linha

Em última instância, se nenhum dos procedimentos acima descritos for eficiente, após detalhada e criteriosa avaliação, cabe ao urologista a indicação do implante de prótese peniana, uma vez que a cirurgia de revascularização do pênis, muito utilizada no passado, foi praticamente abandonada, devido aos resultados insatisfatórios.7

As principais indicações para implante de prótese peniana são os casos de disfunção erétil orgânica grave, quando outros tratamentos menos invasivos falham. Entre essas situações encontram-se: diabetes com microangiopatia avançada; pós-radioterapia; cirurgias pélvica ou perineal radicais; uso crônico de drogas que interfiram negativamente na ereção; alguns casos de doença de Peyronie.

Dentre as próteses disponíveis há as maleáveis ou semi-rígidas e as infláveis de dois ou três volumes, conforme o tipo de reservatório de líquido que possuem (Figura 3).

Conclusao

Apesar da disponibilidade de tratamento, grande parcela dos portadores de disfunção erétil não se apresenta espontaneamente ao médico, por constrangimento.

Cabe ao profissional de saúde a iniciativa de investigar a função sexual de seu paciente e tratar os casos de disfunção. Esse tratamento consiste não só na remissão da sintomatologia disfuncional, mas no controle e possível exclusão da causa, geralmente uma doença silenciosa ou manifesta para a qual o homem não investe o devido cuidado.

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